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Artista - The Mars Volta
Título - Amputechture
Gravadora - Clouds Hill
Ano - 2021 (2006)
Formato - reedição remasterizada / LP, vinil duplo
Por baixo do virtuosismo técnico, da fúria e da ousadia criativa sem medo que marcaram os dois primeiros álbuns do The Mars Volta, havia uma veia poderosa de blues — uma inquietação existencial que alimentava cada desvio e cada explosão da imaginação de Omar e Cedric.
Essa atmosfera melancólica viria à tona no terceiro álbum de estúdio do grupo, Amputechture: um disco ao mesmo tempo incandescente e em ebulição, indiscutivelmente o mais sombrio da banda até então. Não há aqui um tema central nem um conceito unificador ligando as faixas, embora Cedric admita que, liricamente, o álbum foi influenciado “por muitas coisas que eu estava vivendo, um término muito ruim e várias outras loucuras, tentando colocar esse sentimento no disco”.
Mas Amputechture — cujo título é mais uma das palavras inventadas pelo falecido Jeremy Michael Ward — está longe de ser um disco depressivo. A faixa de abertura, “Vicarious Atonement”, surge como uma peça lenta e deliciosamente soturna, capturando Cedric em um dueto quase delirante com as linhas de guitarra ondulantes de Omar, acompanhadas pelo sax estridente de Adrian Terrazas-Gonzales e pelas manipulações sonoras oníricas do novo arquiteto de texturas da banda, o ex–At The Drive-In Paul Hinojos.
Já a segunda faixa, “Tetragrammaton”, acelera o pulso imediatamente: um épico em miniatura que concentra, em seus 16 minutos, mais ideias do que muitas bandas conseguem desenvolver ao longo de toda uma carreira. Suas guitarras progressivas e intrincadas se encaixam em configurações infinitas, convergindo como se obedecessem a fórmulas matemáticas de outra realidade.
Nota à parte: John Frusciante participa de todas as faixas do álbum.
