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Autor - Mark Fisher
Título - O Estranho e o Sinistro
Ano - 2026
Editora - Autonomia Literária
Formato - brochura
A emoção mais antiga e intensa da humanidade, como dizia H. P. Lovecraft, é o medo. E dentre todos os medos, o mais antigo e intenso será o que temos do desconhecido. Na nossa cultura, o estranho e o sinistro são fontes primordiais de horror, e aquilo que adquire uma dessas qualidades é, por definição, um mistério, um segredo não decifrado, e, por isso, nos provoca inquietação e pavor. Para Mark Fisher, ainda que possam parecer a mesma coisa, o estranho e o sinistro são categorias distintas, cada qual com propriedades específicas. O estranho corresponde ao âmbito da subjetividade: é a percepção de uma realidade deformada — é familiar, mas nos assusta por não se ajustar à nossa natureza —, enquanto o sinistro corresponde ao absolutamente desconhecido, que é a forma mais pura e intensa de terror. Mark Fisher sustenta que as ficções mais inquietantes e anómalas do século xx têm correspondência com estas categorias, e neste belíssimo ensaio o autor evoca obras primordiais da literatura e do cinema para tratar destes conceitos.
“Não haverá mundo se não reinventarmos nossa potência de imaginação. Se não pudermos olhar para trás e lembrar da história de nossos desejos desejados. Se não recuperarmos aqueles que sonharam antes de nós, aqueles que criaram utopias, que se aventuraram na criação de novos mundos, ainda que na época considerados impossíveis, nenhum futuro, diferente do presente, será realmente possível. Mas também, se não pudermos olhar o mundo desde o futuro, por mais apocalíptico, radioativo ou anticlimático que ele se apresente, nenhuma contingência transformativa se apresentará para nós. Entre a impossibilidade do passado e a impotência do futuro estão a vida e obra revolucionárias de Mark Fisher. Qual gesto improvável, algo estranho e sinistro, estará a altura de criar a contingência que nosso presente exige e demanda? Se a memória é a faculdade do passado e a imaginação é a função do futuro, o desejo que se trata de inventar é a experiência radical do presente. Desejo que só pode existir a partir do passado e do futuro. Neste seu último e sintético livro, Fisher nos convida a olhar para o presente a partir de duas experiências oniropolíticas: o estranhamento e o sinistro. Nele o fantasma de Freud se encontra com o espectro de Marx. O narcisismo das grandes diferenças se encontra com o fetichismo da mercadoria. Pelas mãos da literatura fantástica e pela forma como a linguagem fabrica sentimentos sociais como o terror, horror e angústia cria-se este estreito espaço do presente e sua ponderação surrealista de realidade. Meio monstruoso, meio gótico, Fisher é um pensador corrosivo e desafiador. Afinal por que mesmo seria mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo?”
– Christian Ingo Lenz Dunker, Professor Titular do Instituto Psicologia da USP
“Uma homenagem adequada a um autor que tinha a rara capacidade de escrever de forma lúcida sobre coisas sombrias e difíceis de encontrar um léxico para o intersticial, o underground e o ignorado.”
– Roger Luckhurst, LA Review of Books
“Um estudo curto, evocativo e cuidadosamente escrito sobre estética cultural.”
– Eugene Thacker, Boundary2
“Lúcido e revelador, pegando na literatura, música e cinema com que estamos familiarizados e revelando sem esforço os seus segredos mais íntimos.”
– Yohann Koshy, Vice
Sobre o autor: Mark Fisher
Mark Fisher é um escritor crítico, teórico cultural, filósofo e professor no Departamento de Cultura Visual em Goldsmiths, Universidade de Londres, que passou a ser reconhecido por meio de seu blog k-punk no começo dos anos 2000 por seus textos sobre política radical, música e cultura popular. Fisher publicou diversos livros, incluindo o sucesso inesperado "Realismo Capitalista" (2009), e contribuiu para publicações como The Wire, Fact, New Statesman e Sight & Sound. Ele foi também co-fundador da editora Zero Books, e depois da editora Repeater Books. O mundo perdeu um pensador radical quando Fisher nos deixou em janeiro de 2017.
