loja física aberta de quarta a sábado / 11h-18h
R$120,00
Meios de envio
Descrição

Autor - Josh MacPhee

Título - Sezgin Boynik e Taneli Viitahuhta

Editora - sobinfluencia

Formato - (?)

Coordenação editorial - sobinfluencia: Fabiana Vieira Gibim, Rodrigo Corrêa e Alex Peguinelli

Tradução - Matheus Santos

Preparação - Alex Peguinelli

Revisão - Mariana Bercht Ruy

Projeto gráfico - Rodrigo Corrêa

Ano - 2025

Páginas - 240

Tipo - Brochura/Lombada

ISBN - 978-65-84744-63-9 

 

Em 1966, o saxofonista Archie Shepp declarou:

“O jazz é anti-guerra; é contra a guerra no Vietnã; é a favor de Cuba; é pela libertação de todos os povos. Essa é a natureza do jazz. E isso não é exagero. Por quê? Porque o jazz é uma música nascida da opressão, nascida da escravidão do meu povo.”

Essa leitura explosiva da música — e, em particular, do que se chamou de free jazz — serve de base para este livro. Voltado especialmente ao festival realizado em Helsinki em 1962 — a oitava edição de um encontro comunista da juventude que vinha ocorrendo desde 1947, seus editores, assumindo uma postura militantemente oposta àquilo que chamam de “prática acadêmica seca e preguiçosa da imparcialidade”, propõem-se a revelar uma história até então desconhecida: o núcleo comunista do free jazz. Com Shepp como farol, eles examinam a apresentação do quarteto Shepp–Dixon no festival como uma “manifestação singular” capaz de “distorcer todo o constructo ideológico do mandato político internacional do jazz” durante a Guerra Fria.

Para essa empreitada monumental, o livro reúne depoimentos de vários participantes do festival — entre eles, o de Angela Davis, então uma estudante de dezoito anos em Paris. Esses relatos são acompanhados por um ensaio do editor Taneli Viitahuhta, que traça o histórico de um evento que reuniu mais de quinze mil pessoas durante duas semanas na capital finlandesa: mil delegados vindos da África, milhares de partidos comunistas da Europa Ocidental e muitos outros de diversas partes do mundo.