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Artista - W.A.T.
Título - World According To (Eindhoven 1983-1985)
Gravadora - Stroom
Ano - 2023
Formato - coletânea / LP, vinil simples
O que é bom vem rápido. Dois anos depois de Ad van Meurs conhecer Frank van den Nieuwenhof no famoso “Happy End”, em Eindhoven, foi lançado o primeiro álbum do World According To (W.A.T).
A base de Defreeze, um mini-álbum de seis faixas, foi construída na sala de estar de Ad e Ankie Keultjes, onde os riffs de guitarra de Ad e sua lap steel estridente formaram uma fusão incrível com a Boss Dr. Rhythm delayada e os arpejos do sintetizador analógico Pro-One, programado por Ankie, que também cuidou da maior parte dos vocais. As linhas de baixo melódicas e pulsantes de Frank amarravam tudo. As letras de Ad variavam entre enigmas linguísticos abstratos, como Ivanhoe e Vive la Vie, e reflexões pessoais como Wax e Sangatte, que na verdade é uma valsa.
Havia ensaios intensos nos quais a banda frequentemente perdia a noção do tempo, criando um repertório totalmente novo em algum ponto entre música dançante e uma espécie de punk wave anárquico. Quanto mais o groove se repetia, mais ele te envolvia — mas dentro dele, melodias e, às vezes, coros em três vozes permaneciam. A banda estava descobrindo um estilo que simplesmente não existia na época.
Defreeze, lançado em 1983, recebeu ótimas críticas por seu som original e inovador. A banda acabou tocando em palcos maiores e festivais como o Music des Traverses, em Reims, e a primeira edição do lendário Pandora’s Music Festival, em 1983. Um show do W.A.T era sempre empolgante, com energia fervilhante, batidas firmes e sintetizadores, guitarras gritantes e letras incisivas — mas, ao mesmo tempo, havia uma certa vulnerabilidade. E, claro, a dança. Um show do W.A.T era uma rave avant la lettre.
Após o primeiro álbum, o W.A.T lançou mais dois: We e Thin Blue Notes — este último não só trazia a faixa Thin Blue Notes, uma das melhores da banda, mas também músicas como Heartbreak to Weld, que acabaria servindo como ponto de partida para o novo projeto de Ad van Meurs: The Watchman.
