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Artista - Julie Driscoll, Brian Auger & The Trinity
Título - Straight Ahead
Gravadora - Soul Bank Music
Ano - 2025 (1969)
Formato - reedição remasterizada / LP, vinil duplo
Gravado em 1969 por Brian Auger, Julie Driscoll & The Trinity, Streetnoise é amplamente reconhecido como um dos álbuns mais emblemáticos e ambiciosos do final dos anos 1960. Um verdadeiro marco do ecletismo daquele período, o disco dissolve com naturalidade as fronteiras entre jazz, rock, folk, soul e psicodelia, resultando em uma obra coesa, ousada e profundamente à frente de seu tempo.
Lançado originalmente como álbum duplo, Streetnoise captura o grupo em seu auge criativo, funcionando quase como um manifesto artístico. A visão musical de Brian Auger — ancorada em seu domínio expressivo do Hammond organ e do Fender Rhodes — encontra na voz singular de Julie Driscoll o contraponto ideal: intensa, emotiva e capaz de transitar entre delicadeza folk e força soul com impressionante fluidez. O restante do Trinity completa o quadro com uma abordagem aberta à improvisação, herdada do jazz, mas profundamente conectada à energia do rock britânico da época.
O repertório alterna composições originais com releituras transformadoras de canções contemporâneas, incluindo interpretações marcantes de artistas como Bob Dylan, Laura Nyro e The Supremes, todas reinventadas sob uma ótica experimental e sofisticada. Essas versões não soam como simples covers, mas como reconstruções completas, que expandem o material original e revelam novas camadas emocionais e estruturais.
Mais do que um retrato de seu tempo, Streetnoise antecipa movimentos que ganhariam força nos anos seguintes, como o jazz fusion, o rock progressivo e a ideia de álbuns concebidos como obras integrais, pensadas para audição contínua. Sua atmosfera urbana, reflexiva e por vezes espiritual reflete as tensões e transformações culturais do final dos anos 60, fazendo do disco um documento artístico e histórico de grande relevância.
Com o passar das décadas, Streetnoise consolidou-se como um álbum de referência, influenciando gerações de músicos interessados em cruzamentos entre gêneros e abordagens mais livres de composição e arranjo. É uma obra essencial não apenas na discografia de Brian Auger e Julie Driscoll, mas também no panorama mais amplo da música britânica do período.
