| 1 x de R$250,00 sem juros | Total R$250,00 | |
| 2 x de R$145,82 | Total R$291,63 | |
| 3 x de R$97,72 | Total R$293,15 | |
| 4 x de R$74,30 | Total R$297,20 | |
| 5 x de R$59,90 | Total R$299,50 | |
| 6 x de R$50,14 | Total R$300,85 | |
| 7 x de R$43,16 | Total R$302,13 | |
| 8 x de R$37,88 | Total R$303,05 | |
| 9 x de R$33,78 | Total R$303,98 | |
| 10 x de R$30,56 | Total R$305,60 | |
| 11 x de R$27,93 | Total R$307,23 | |
| 12 x de R$25,72 | Total R$308,60 |
| 1 x de R$250,00 sem juros | Total R$250,00 | |
| 2 x de R$137,05 | Total R$274,10 | |
| 3 x de R$92,69 | Total R$278,08 | |
| 4 x de R$69,60 | Total R$278,40 | |
| 5 x de R$57,15 | Total R$285,78 | |
| 6 x de R$47,63 | Total R$285,80 | |
| 7 x de R$41,68 | Total R$291,80 | |
| 8 x de R$36,47 | Total R$291,83 | |
| 9 x de R$33,24 | Total R$299,23 | |
| 10 x de R$30,16 | Total R$301,63 |
Artista - DJ Haram
Título - Beside Myself
Gravadora - Hyperdub
Ano - 2025
Formato - LP, vinil simples
O álbum de estreia de DJ Haram, “Beside Myself”, trata da sobrevivência do espírito diante das lutas cotidianas. Dando sequência à sua colaboração com Moor Mother no projeto 700 Bliss, em Nothing to Declare, Haram surge aqui acompanhada por um verdadeiro enxame de colaboradores, navegando coletivamente pela dor e pela raiva e, em momentos ocasionais de alívio jubiloso, zombando da própria adversidade.
Haram se descreve como uma “propagandista multidisciplinar, árabe contemporânea anti-autoritária, da classe trabalhadora generificada, ateia temente a Deus”, que cria “propaganda sonora anti-formato, anti-lifestyle, de caráter imersivo”. Sua música comprova essa definição ao reunir amigos e colaboradores que vão de Armand Hammer, Bbymutha, SHA RAY, Moor Mother e Dakn nos vocais, a co-produtores como August Fanon, a produtora egípcia El Kontessa e o produtor de Jersey Club Kay Drizz, além do trompetista Aquiles Navarro e do guitarrista Abdul Hakim Bilal.
O resultado é imediatamente reconhecível como obra de DJ Haram e, ao mesmo tempo, impossível de classificar. Em sua produção crua e empoeirada convivem Jersey Club, ruído punk, percussões da Ásia Central e do Oriente Médio, sintetizadores, 808s e linhas de baixo graves e subterrâneas. No centro disso tudo está, com frequência, a própria performance de Haram, entregando versos diretos e dolorosos, sem concessões — comparáveis, em tom, às poetas Audre Lorde ou Ai, e, em contexto, à postura de Kim Gordon — examinando o material e o abstrato com o mesmo peso.
Seu futurismo sujo não oferece resoluções fáceis, mas o drama e a catarse que emergem desse universo raramente foram apresentados de forma tão desafiadora e contundente.
