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Artista - Ruins
Título - Occasional Visits
Gravadora - Stroom
Ano - 2019
Formato - material de arquivo / LP, vinil simples
Alessandro: “Ninguém pode afirmar com certeza que exista de fato um som do amor, mas o amor e qualquer outra emoção podem reverberar por meio de certas cores musicais, sempre capazes de fazer as emoções ressoarem aqui e ali ao longo de uma canção, dez canções, mil delas...”
A penúltima década do século XX florescia em todo o seu esplendor, com decisões intransigentes e o surgimento de novos gêneros para experimentar. Alguns anos antes do boom dos anos 80, Alessandro Pizzin se envolveu na criação do RUINS e, mais tarde, foi acompanhado por Piergiuseppe Ciranna na formação instável do grupo. Após diversas mudanças na configuração da banda, não demorou até que a dupla se consolidasse na tentativa de conduzir a primeira onda rumo à experimentação com sons eletrônicos. No contexto do nascimento de inúmeros novos desdobramentos musicais, os artistas fundiram intenções e virtuosismo para estabelecer o núcleo central de sua proposta eletro.
Piergiuseppe: “Uma característica da nossa música sempre foi a de se mover transversalmente: das emoções intensas às visões caprichosas.”
Em um diálogo musical entre Piergiuseppe e Alessandro, as produções resultaram em uma manifestação incessante de uma variedade de cores musicais contrastantes. Emergindo de notas sombrias e acordes arpejados para uma alegria sem limites e ruídos excêntricos. Tudo isso abrangendo o movimento e a constante mudança de sentimentos e posições. A obscuridade refletindo a natureza anedótica da vida.
Alessandro: “Acho que ambos éramos ávidos ouvintes de todos os tipos de música; portanto, nosso som foi o resultado dessas diferentes escutas e conceitos, combinados com novos produtos e equipamentos tecnológicos com os quais estávamos acostumados a experimentar.”
A ampla paleta melódica presente nas composições é permeada por influências externas que se manifestam em uma teia de escalas atmosféricas. Espelhando uma infinidade de emoções, mesmo tendo sido produzida há bastante tempo, esta coletânea de composições certamente terá algo com que cada um possa se identificar — ou até confrontar. Amor conflituoso, raiva desinibida, paixão arrebatadora, maximalismo juvenil, cinismo infantil. A alegria da existência humana é inevitavelmente acompanhada por um sofrimento profundo, alternando-se entre si.
Piergiuseppe: “As obras artísticas, e até mesmo as canções, deveriam por definição ser inefáveis, oferecendo sugestões que cada um deve então enquadrar e interpretar também de acordo com a própria experiência…”
O caminho para a luz parece escuro, a estrada adiante parece levar de volta. O maior amor parece indiferente, a maior sabedoria parece infantil. Cabe a cada um a própria interpretação das canções reunidas neste especial de Dia dos Namorados. As contradições, perfeitamente equilibradas entre si, não deixarão ninguém indiferente. Afinal, não haveria amor sem ódio.
