| 1 x de R$250,00 sem juros | Total R$250,00 | |
| 2 x de R$134,55 | Total R$269,10 | |
| 3 x de R$91,03 | Total R$273,08 | |
| 4 x de R$69,29 | Total R$277,15 | |
| 5 x de R$56,16 | Total R$280,78 | |
| 6 x de R$47,36 | Total R$284,13 | |
| 7 x de R$40,97 | Total R$286,80 | |
| 8 x de R$36,32 | Total R$290,58 | |
| 9 x de R$32,69 | Total R$294,23 | |
| 10 x de R$29,66 | Total R$296,63 |
Artista - MUMIA
Título - MUMIA
Gravadora - Lugar Alto
Ano - 2020
Formato - material de arquivo / LP, vinil simples
Lugar Alto apresenta MUMIA, um projeto singular e até então inédito, originalmente gravado em fita cassete e construído a partir de elementos de pós-punk, industrial e música ambiente.
Kodiak Bachine e Celso Alves formaram o efêmero duo MUMIA em 1988. A parceria resultou em uma única gravação, derivada de sessões improvisadas utilizando uma quantidade mínima de equipamentos eletrônicos na casa de campo de Celso, localizada no interior de São Paulo.
Bachine foi uma figura importante do underground paulistano. Seu projeto mais conhecido foi a banda Agentss, formada em 1981 ao lado de Miguel Barella, Eduardo Amarante, Elias Glik e Lyses Pupo (posteriormente substituído por Thomas Susemihl). Durante sua curta existência, o grupo lançou apenas dois compactos — “Agentes / Angra”, de 1982, e “Professor Digital / Cidade Industrial”, de 1983 — hoje considerados artefatos fundamentais do pós-punk brasileiro. Esses discos raríssimos seguem altamente procurados por colecionadores e DJs ao redor do mundo por sua inventividade e originalidade.
Assim como Agentss, MUMIA carrega uma autenticidade extrema, extrapolando as barreiras da música brasileira mais tradicional e dialogando com elementos pouco ortodoxos. As letras misturam português e inglês, mas também apresentam fragmentos ocasionais em espanhol, francês e alemão. Sonoramente, o disco retrata uma estética profundamente ligada aos anos 1980 e conversa diretamente com temas associados ao LSD. Outro aspecto marcante é sua obsessão por imaginários egípcios ligados à morte e ao pós-vida, criando uma experiência cinematográfica e lisérgica inspirada nas paisagens desérticas do país africano.
Embora possua momentos carregados de humor e espontaneidade, capazes de provocar reações despretensiosas no ouvinte, o álbum também mergulha em atmosferas etéreas e contemplativas, como na faixa de abertura “Ave do Deserto”. Já nas duas faixas finais, “Massacre da Serra Elétrica I” e “Massacre da Serra Elétrica II”, surge uma faceta mais sombria do projeto, evocando experiências sonoras capazes de acompanhar cenas intensas dos universos macabros de Tobe Hooper e George Romero.
A nova arte gráfica do álbum foi criada pelo estúdio Sometimes Always, parceiro da Lugar Alto e responsável por diversas colaborações visuais com artistas, festas e espaços culturais brasileiros. O disco, masterizado por Arthur Joly, acompanha ainda um livreto com textos de Kodiak em português e inglês, além das letras, funcionando como uma espécie de exercício lógico para aprofundar a compreensão do trabalho.
MUMIA foi redescoberto pelo renomado DJ brasileiro Millos Kaiser, responsável também pela curadoria da coletânea Onda de Amor: Synthesized Brazilian Hits That Never Were (1984-94), lançada pela Soundway Records.
Agora, após 32 anos em sua tumba, MUMIA finalmente ressurge para ser celebrado e apreciado.
