| 1 x de R$250,00 sem juros | Total R$250,00 | |
| 2 x de R$145,82 | Total R$291,63 | |
| 3 x de R$97,72 | Total R$293,15 | |
| 4 x de R$74,30 | Total R$297,20 | |
| 5 x de R$59,90 | Total R$299,50 | |
| 6 x de R$50,14 | Total R$300,85 | |
| 7 x de R$43,16 | Total R$302,13 | |
| 8 x de R$37,88 | Total R$303,05 | |
| 9 x de R$33,78 | Total R$303,98 | |
| 10 x de R$30,56 | Total R$305,60 | |
| 11 x de R$27,93 | Total R$307,23 | |
| 12 x de R$25,72 | Total R$308,60 |
| 1 x de R$250,00 sem juros | Total R$250,00 | |
| 2 x de R$137,05 | Total R$274,10 | |
| 3 x de R$92,69 | Total R$278,08 | |
| 4 x de R$69,60 | Total R$278,40 | |
| 5 x de R$57,15 | Total R$285,78 | |
| 6 x de R$47,63 | Total R$285,80 | |
| 7 x de R$41,68 | Total R$291,80 | |
| 8 x de R$36,47 | Total R$291,83 | |
| 9 x de R$33,24 | Total R$299,23 | |
| 10 x de R$30,16 | Total R$301,63 |
Artista - Malagasy / Gilson
Título - Malagasy
Gravadora - SouffleContinu Records
Ano - 2022 (1971)
Formato - reedição / LP, vinil simples
Paris, 13 de maio de 1968. Uma greve geral paralisava a França. Um dos últimos aviões decolava de uma pista cercada por tambores de óleo em chamas. A bordo estavam três músicos de jazz que se perguntavam se algum dia conseguiriam voltar para casa. Mas, naquele momento, o mais importante era chegar a Madagascar, onde concertos e oficinas com jovens músicos locais os aguardavam.
O pianista e líder de banda Jef Gilson estava acompanhado do contrabaixista Gilbert “Bibi” Rovère (do Trio de Martial Solal) e do jovem baterista Lionel Magal (Crium Delirium). Gilson, que já tinha reputação por descobrir novos talentos — foi graças a ele que, entre outros, Jean-Louis Chautemps, Henri Texier, Jean-Luc Ponty e Michel Portal ganharam projeção — ficou literalmente impressionado com o nível dos jovens músicos malgaxes, todos capazes de reproduzir de ouvido o repertório de seus ídolos norte-americanos.
Seus nomes eram conhecidos apenas pelos apreciadores de jazz da ilha: Serge, Allain e Georges Rahoerson, Arnaud Razafy, Roland de Comarmond, Joel Rakotomamonjy, Alain Razafinohatra, Samuel Ramiara...
Foi então que Gilson teve uma visão: incentivar esses músicos a criarem um jazz verdadeiramente malgaxe, cuja alma estivesse enraizada na cultura da ilha e em seus instrumentos tradicionais, como a flauta sodina, a valiha e diversos instrumentos de percussão.
Ele retornaria à grande ilha outras três vezes: em março de 1969 (ao lado do violoncelista Jean-Charles Capon), em outubro do mesmo ano (sozinho) e, por fim, em fevereiro de 1970 (em trio com o guitarrista Raymond Boni e o baterista Bertrand Gauthier).
As duas viagens de 1969 dariam origem às sessões gravadas com um equipamento extremamente simples — um gravador ReVox e dois microfones Neumann — que formariam a parte essencial deste álbum mítico, Malagasy, lançado originalmente em 1972 pelo selo Lumen e relançado já em 1973 pela Palm, gravadora fundada pelo próprio Jef Gilson.
Com exceção da última faixa, gravada em Paris em 1971 com instrumentos malgaxes trazidos das viagens e interpretada pelo trio que participaria do experimental Le Massacre du Printemps (Futura), todas as demais composições do disco são assinadas por Jef Gilson, Jean-Charles Capon e o jovem saxofonista Serge Rahoerson.
O álbum também inclui uma releitura de uma música lançada apenas alguns meses antes, que os músicos malgaxes haviam conhecido apenas por fragmentos tocados ao piano por Gilson: “The Creator Has a Master Plan”, de Pharoah Sanders. O resultado é uma das interpretações mais selvagens e místicas que se pode ouvir dessa composição.
Em maio de 1972, o próprio Madagascar se tornaria palco de uma revolta estudantil e popular. E “Avaradoha”, composição de Serge Rahoerson que ocupa a segunda faixa do lado A deste disco, transformou-se no hino da revolução que ecoava pelas ruas.
Jérôme “Kalcha” Simoneau
