| 1 x de R$250,00 sem juros | Total R$250,00 | |
| 2 x de R$145,82 | Total R$291,63 | |
| 3 x de R$97,72 | Total R$293,15 | |
| 4 x de R$74,30 | Total R$297,20 | |
| 5 x de R$59,90 | Total R$299,50 | |
| 6 x de R$50,14 | Total R$300,85 | |
| 7 x de R$43,16 | Total R$302,13 | |
| 8 x de R$37,88 | Total R$303,05 | |
| 9 x de R$33,78 | Total R$303,98 | |
| 10 x de R$30,56 | Total R$305,60 | |
| 11 x de R$27,93 | Total R$307,23 | |
| 12 x de R$25,72 | Total R$308,60 |
| 1 x de R$250,00 sem juros | Total R$250,00 | |
| 2 x de R$137,05 | Total R$274,10 | |
| 3 x de R$92,69 | Total R$278,08 | |
| 4 x de R$69,60 | Total R$278,40 | |
| 5 x de R$57,15 | Total R$285,78 | |
| 6 x de R$47,63 | Total R$285,80 | |
| 7 x de R$41,68 | Total R$291,80 | |
| 8 x de R$36,47 | Total R$291,83 | |
| 9 x de R$33,24 | Total R$299,23 | |
| 10 x de R$30,16 | Total R$301,63 |
Artista - Ibelisse Guardia Ferragutti & Frank Rosaly
Título - Mestizx
Gravadora - International Anthem / Nonesuch
Ano - 2024
Formato - LP, vinil simples / capa dupla
MESTIZX é o álbum de estreia da cantora boliviana e artista multimídia Ibelisse Guardia Ferragutti e do renomado baterista de jazz Frank Rosaly, como co-compositores, arranjadores e músicos.
Parceiros tanto na vida quanto na arte, Ferragutti e Rosaly — baseados em Amsterdã — mergulham nos sons de suas raízes ancestrais na Bolívia, Brasil e Porto Rico para criar uma meditação profundamente pessoal sobre descolonização e o poder desafiador do ritual e do protesto. Eles escolheram o título MESTIZX — uma versão sem gênero do termo colonial espanhol, por vezes pejorativo, para “pessoa mestiça” — como forma de desafiar e, ao mesmo tempo, abraçar a liminaridade de suas identidades e práticas artísticas.
Rosaly comenta: “Cresci sendo muito porto-riquenho dentro de casa, mas fui ensinado a esconder isso fora dela. Não me permitiam falar espanhol, então a bateria acabou se tornando minha linguagem, conectando secretamente meu sentimento com mi tierra. Este disco é a primeira vez que dou voz de forma ativa às nuances dentro de mim, assumindo esse ‘entre-lugar’, que é justamente o que o álbum comunica… Existe um espaço incomum entre essas duas culturas, das quais faço parte. Há uma história complexa nesse intervalo, digna de ser expressa por todos nós que vivemos nesse meio.”
Ferragutti acrescenta: “Minha compreensão pessoal vem de estar entre linhagens que carregam o colonizador e o colonizado, o opressor e o oprimido, o demônio e o anjo… Isso nos liga diretamente a construções sociais pós-coloniais nas quais nós, bolivianos, estamos inseridos — como um romance de 500 anos que nunca termina… Temos acesso a muitas memórias e tradições, mas não totalmente, porque não pertencemos completamente a nenhuma delas… Isso nos coloca em um estado constante de ‘visitantes’ e ‘forasteiros’. Por um lado, nunca somos plenamente parte de uma linhagem. Por outro, isso nos torna viajantes entre mundos, contadores de histórias entre múltiplas línguas, culturas e visões de mundo. Escolhemos MESTIZX como um ato de reconhecer essa condição mista como algo difícil, mas também poderoso.”
O álbum foi produzido e gravado principalmente no estúdio do selo International Anthem, em Chicago, onde Ferragutti e Rosaly se juntaram a uma comunidade de músicos e amigos próximos, incluindo Matt Lux, Avreeayl Ra, Ben LaMar Gay, Daniel Villarreal, Bill MacKay, Rob Frye e Mikel Patrick Avery, além de contribuições adicionais de Chris Doyle, Guilherme Granado, Viktor Le Givens e Fredy Velásquez.
Musicalmente, o disco mistura criativamente padrões rítmicos latinos e balanços assimétricos da América Latina pré e pós-colonial em uma colisão de avant-jazz, art punk, pós-rock de Chicago, bomba, plena, cumbia, sonoridades andinas, minimalismo, eletrônica e folk. Um som totalmente original, mas inegavelmente universal — ao mesmo tempo contemporâneo e com um apelo futurista — MESTIZX dialoga com artistas como Juana Molina, Café Tacvba, Max Roach & Abbey Lincoln, Liquid Liquid, Arto Lindsay, As Mercenarias, The Ex, Tortoise, Tom Zé, Elza Soares e La Mecánica Popular.
Apesar da ampla e vibrante diversidade sonora, no centro de MESTIZX está uma coleção lúcida e consciente de declarações autobiográficas de Ferragutti e Rosaly sobre os efeitos profundamente pessoais do colonialismo na geografia, na história e na identidade. Ainda assim, mesmo abordando temas densos, o álbum encontra um respiro na música coletiva, celebratória, visceral e movida pelo corpo.
