| 1 x de R$250,00 sem juros | Total R$250,00 | |
| 2 x de R$134,55 | Total R$269,10 | |
| 3 x de R$91,03 | Total R$273,08 | |
| 4 x de R$69,29 | Total R$277,15 | |
| 5 x de R$56,16 | Total R$280,78 | |
| 6 x de R$47,36 | Total R$284,13 | |
| 7 x de R$40,97 | Total R$286,80 | |
| 8 x de R$36,32 | Total R$290,58 | |
| 9 x de R$32,69 | Total R$294,23 | |
| 10 x de R$29,66 | Total R$296,63 |
Artista - François Tusques
Título - Dazibao N°2
Gravadora - SouffleContinu Records
Ano - 2022 (1970)
Formato - reedição / LP, vinil simples
Para evitar o inevitável “Quésaco?” (“O que é isso?”) estampado na capa de Piano Dazibao, François Tusques faz questão de explicar tudo: dazibao era o nome dado aos murais nos quais a Guarda Vermelha expressava suas opiniões durante a Revolução Cultural Proletária Chinesa. Muito bem, entendido o “dazibao”; mas e o piano nessa história?
O piano veio por conta de François Tusques, um músico autodidata cuja formação foi influenciada por Jelly Roll Morton e Earl Hines antes de descobrir Thelonious Monk, Bud Powell e, posteriormente, o free jazz.
Em Paris, em 1965, Tusques passou a circular ao lado de Michel Portal, François Jeanneau, Jean-François Jenny-Clark, Aldo Romano e Jacques Thollot. Também conheceu Don Cherry e, sobretudo, gravou, ao lado de outros franceses de pensamento semelhante (Portal e Jeanneau, além de Bernard Vitet, Beb Guérin e Charles Saudrais), o primeiro álbum de free jazz da França, intitulado, simplesmente, Free Jaz
Em 1967, Tusques voltou à carga com Le Nouveau Jazz, desta vez acompanhado por Barney Wilen (além de Guérin, Jenny-Clark e Romano). Três anos depois, sua sede de liberdade o levou ao isolamento: entre maio e setembro de 1970, o pianista gravou, em sua própria casa, o primeiro de dois discos que lançaria pela Futura Records: Piano Dazibao e Dazibao Nº 2.
Sob a influência de Mao Tsé-Tung e Lewis Carroll, seu espírito livre vagou e compôs sete faixas que são menos “livres” no sentido estrito do termo e mais libertárias. Em homenagem a alguns amigos — Don Cherry, Sunny Murray, Archie Shepp, Clifford Thornton, mas também Colette Magny, Michel Le Bris e o grupo teatral Le Théâtre de Chêne Noir — o pianista construiu cascatas de notas, divagações sem forma pré-estabelecida, danças emboscadas pelo blues, rosnados, dissonâncias e um réquiem fatal.
Cultivando uma liberdade preciosa, feita de canções de esperança e de reivindicação, François Tusques oferece aqui um dos mais intransigentes e independentes discos já realizados.
