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Spiritmuse Records
Descrição

Artista - Kahil El'Zabar's Ethnic Heritage Ensemble

Título - Open Me, A Higher Consciousness Of Sound And Spirit

Gravadora - Spiritmuse Records

Ano - 2024

Formato - LP, vinil duplo / capa dupla

 

Celebrando 50 anos do legado do The Ethnic Heritage Ensemble e sua contribuição inabalável à Great Black Music

Este é o novo trabalho de Kahil El'Zabar e seu Ethnic Heritage Ensemble, marcando o 50º aniversário do lendário grupo: Open Me, A Higher Consciousness of Sound and Spirit.

Open Me é uma celebração vibrante de novos e promissores caminhos para o Ethnic Heritage Ensemble; uma jornada visionária que mergulha em raízes profundas enquanto aponta para rotas futuras, canalizando tradições antigas e contemporâneas. O álbum mistura composições originais de El’Zabar com clássicos atemporais de Miles Davis, McCoy Tyner e Eugene McDaniels. Assim, o grupo reafirma sua presença indelével ao longo de meio século dentro do contínuo da Great Black Music.

Open Me, a sexta colaboração de El’Zabar com a Spiritmuse Records em cinco anos, soma-se a uma sequência de gravações aclamadas pela crítica que remontam ao primeiro registro do EHE, em 1981. O multi-percussionista, compositor, designer de moda e ex-presidente da Association for the Advancement of Creative Musicians (AACM) vive possivelmente o período mais produtivo de sua carreira e, agora na casa dos setenta anos, não demonstra sinais de desaceleração. Poucos grupos de música criativa podem ostentar tamanha longevidade — e menos ainda continuam excursionando com tanta energia e gravando com o vigor do Ethnic Heritage Ensemble.

O EHE foi fundado por El’Zabar em 1974, inicialmente como um quinteto, mas logo foi reduzido à sua formação clássica: um trio com El’Zabar na multipercussão e voz, acompanhado por dois instrumentos de sopro. Um formato incomum, mesmo para os padrões dos músicos mais experimentais da AACM:

“Algumas pessoas literalmente riam da nossa instrumentação e abordagem pouco ortodoxas. Éramos considerados ainda mais estranhos do que a maioria das bandas da AACM na época. Mas eu sabia, no fundo, que esse grupo tinha futuro, e que meu conceito se baseava em uma lógica ligada à história da Great Black Music — uma base rítmica forte, harmonia inovadora e contraponto, interação equilibrada e cacofonia entre os músicos, solistas marcantes, dinâmica de conjunto altamente desenvolvida, profundo conhecimento da história da música, originalidade, coragem e espiritualidade profunda.”

Com El’Zabar à frente, a formação da banda sempre esteve aberta a mudanças, e ao longo dos anos o EHE contou com dezenas de músicos reverenciados, incluindo Light Henry Huff, Kalaparusha Maurice McIntyre, Joseph Bowie, Hamiet Bluiett e Craig Harris. A formação atual vem se consolidando ao longo de duas décadas — o trompetista Corey Wilkes entrou há vinte anos, enquanto o saxofonista barítono Alex Harding juntou-se há sete, após já colaborar com El’Zabar desde o início dos anos 2000 em projetos como o de Joseph Bowie, Defunkt.

Para Open Me, El’Zabar decidiu expandir o som do grupo ao incorporar instrumentos de cordas — violoncelo, tocado por Ishmael Ali, e violino/viola, por James Sanders. Essa adição abre novas possibilidades texturais e tímbricas, conectando o trabalho à tradição do violino e violoncelo na improvisação, de Ray Nance a Billy Bang, Leroy Jenkins e Abdul Wadud.

Open Me reúne composições originais — incluindo clássicos de El’Zabar como “Barundi”, “Hang Tuff”, “Ornette” e “Great Black Music” (frequentemente atribuída ao Art Ensemble of Chicago, mas na verdade de autoria de El’Zabar) — além de releituras da tradição moderna, como uma interpretação contemplativa de “All Blues”, de Miles Davis.

Como celebração de um marco histórico e declaração de intenções futuras, Open Me conduz com naturalidade a visão curativa de El’Zabar de uma Consciência Elevada de Som e Espírito.