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Superior Viaduct
Descrição

Artista - Don Pullen; Milford Graves

Título - Nommo

Gravadora - Superior Viaduct

Ano - 2023 (1967)

Formato - reedição remasterizada / LP, vinil simples

 

O falecido percussionista Milford Graves foi um dos artistas mais singulares que o mundo já conheceu. Nascido em Jamaica, Queens, em 1941, iniciou sua carreira no começo dos anos 1960 como parte da vibrante cena nova-iorquina de jazz latino. Rapidamente, porém, seu foco voltou-se para uma investigação mais profunda, desenvolvendo uma prática artística dedicada a explorar a própria natureza do ser. De seu trabalho com o New York Art Quartet às colaborações com Albert Ayler, Sonny Sharrock e muitos outros, passando por suas contribuições fundamentais durante a era dos lofts de Nova York, Graves é, em poucas palavras, uma verdadeira figura da realeza do free jazz.

Em abril de 1966, o duo formado por Graves e o pianista Don Pullen se apresentou na Universidade Yale. Como escreve John Corbett nas notas do encarte:

“Essa apresentação representou uma espécie de ponto de virada para Graves. Até então, ele vinha trabalhando em bandas de outros músicos ou em conjuntos coletivos. Sua atividade era impressionante. Somente em 1965, gravou com o New York Art Quartet (dois LPs), o Giuseppi Logan Quartet, o Paul Bley Quintet e o Lowell Davidson Trio, além de realizar sua primeira gravação lançada sob seu próprio nome, Percussion Ensemble. Cada um desses trabalhos é importante à sua maneira, mas nenhum deles antecipava o quão radical seria a música que ele e Pullen desencadeariam naquela noite em New Haven.”

Originalmente lançado pelo selo independente dos próprios artistas, Self-Reliance Program, esse lendário registro de uma única apresentação acabou dividido em dois volumes: In Concert At Yale University e Nommo.

Embora profundamente enraizada nos ritmos africanos, a música de Graves desenvolve uma percepção muito particular do tempo. Como o próprio baterista afirmou em uma entrevista à revista DownBeat, em 1966:

“O tempo sempre existiu, e o tempo que eu percebo não é o mesmo que o homem diz que ele é. Ele funciona por impulsão.”