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We Are Busy Bodies
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Descrição

Artista - Basil Manenberg Coetzee, Lionel Pillay

Título - Plum And Cherry

Gravadora - We Are Busy Bodies (As-Shams Archive Series)

Ano - 2023 (1979)

Formato - reedição remasterizada, stereo / LP, vinil simples

 

Após o relançamento de Shrimp Boats, em abril de 2022, a We Are Busy Bodies apresenta os títulos complementares Plum and Cherry e Deeper in Black, completando uma espécie de “trilogia” formada pelas colaborações entre Lionel Pillay e Basil Mannenberg Coetzee, como parte da série dedicada ao arquivo do jazz sul-africano do selo As-Shams.

A ligação entre esses três álbuns é bastante estreita: lançado em 1987, Shrimp Boats reuniu gravações inéditas provenientes tanto da sessão de 1979 que deu origem a Plum and Cherry quanto da sessão de 1980 de Deeper in Black. Esses dois discos raros foram cuidadosamente remasterizados a partir das fitas originais e voltam a ser disponibilizados pela primeira vez em mais de 40 anos.

Shrimp Boats e Plum and Cherry registram a extraordinária química musical existente entre o pianista Lionel Pillay e o saxofonista tenor Basil Coetzee no final da década de 1970. As peças centrais de cada álbum, “Shrimp Boats” e “Cherry”, ocupam cada uma um lado inteiro do vinil, transformando-se em duas jornadas musicais de impressionantes 25 minutos de duração.

Enquanto “Shrimp Boats” é uma releitura instrumental da popular canção de 1951 interpretada pela cantora norte-americana Jo Stafford, “Cherry” nasceu sob a influência direta de Abdullah Ibrahim, a pedido do produtor Rashid Vally, que buscava reproduzir o sucesso da faixa que ajudara a lançar seu selo independente As-Shams/The Sun Records em 1974.

O grande sucesso de Ibrahim, “Mannenberg”, também contava com a participação de Basil Coetzee, e foi justamente essa gravação emblemática do jazz sul-africano que deu origem ao apelido artístico “Mannenberg”, pelo qual o saxofonista passaria a ser conhecido.

Retratando a elegância e a vitalidade da vida cotidiana da classe trabalhadora nos bairros periféricos da cidade, “Cherry” incorpora aquele groove descontraído típico da Cidade do Cabo que Abdullah Ibrahim, então gravando sob o nome Dollar Brand, introduziu ao jazz sul-africano nos anos 1970.

No lado B, “Plum” parece inicialmente seguir uma progressão harmônica simples na mesma direção, antes de se transformar em uma vigorosa aventura de 20 minutos que beira a protoeletrônica, sobre a qual Lionel Pillay constrói uma série de riffs ferozes de teclado e experimentações sonoras de todos os tipos.