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Jazz Is Dead
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Descrição

Artista - Adrian Younge; Hyldon

Título - Jazz Is Dead 23

Gravadora - Jazz Is Dead

Ano - 2025

Formato - LP, vinil simples

 

Hyldon, o altamente reverenciado vocalista, músico e produtor brasileiro, uniu forças com Adrian Younge para criar um novo álbum de soul psicodélico, HYLDON JID023. A dupla, profundamente inspirada pela obra seminal de Hyldon nos anos 1960 e 1970, revisita o espírito dessa época enquanto constrói um clássico contemporâneo. A voz inconfundível de Hyldon e a profundidade de suas letras, combinadas com a produção analógica inovadora de Younge, garantem que este álbum não será esquecido. JID023 é uma das últimas gravações a contar com a participação do colaborador de longa data e amigo de Hyldon, o saudoso baterista Ivan “Mamão” Conti, do Azymuth.

Hyldon, pioneiro musical e um dos primeiros nomes do movimento Black Rio, é um gênio na síntese dos sons da MPB, da Tropicália e do R&B negro norte-americano. Sua voz singular, aliada a arranjos sofisticados e grooves relaxados, o distinguiu de seus contemporâneos. Em 1975, seu notável álbum de estreia, Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, mudou para sempre o som do Brasil. A abordagem sincera e experimental adotada por Hyldon na criação desse disco serviu de inspiração direta para a produção de Younge no novo JID023.

Meses antes do falecimento prematuro de Mamão, Adrian Younge e Hyldon convidaram o lendário baterista para se juntar a eles no estúdio Linear Labs, de Younge, em Los Angeles. Mamão e Hyldon compartilhavam uma rica história musical — o Azymuth, grupo de Mamão, foi a seção rítmica de grande parte da obra de Hyldon, incluindo o icônico LP de 1975 Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda. O objetivo era ambicioso: criar um álbum que estivesse à altura das maiores realizações de Hyldon, capaz de encantar fãs de sua mistura única de música brasileira psicodélica e soul. O resultado é simplesmente extraordinário.

“Produzir um álbum do Hyldon foi a realização de um sonho. Estudei seu catálogo por muitos anos e respeito profundamente a forma como ele misturou o som dos Beatles com o de Marvin Gaye e Tim Maia. Ainda me impressiona o fato de ele ser hoje um cantor ainda melhor do que naquilo que muitos consideram seu auge. Também sentimos profundamente a falta do nosso querido amigo e colaborador Mamão, o saudoso baterista do Azymuth. Dedicamos este álbum à sua memória e gostaríamos que ele tivesse tido a chance de ouvir o disco finalizado.” — Adrian Younge

Canções como “Olhos Castanhos” evocam a atmosfera etérea de “Strawberry Fields”, dos Beatles, enquanto as flautas de mellotron e a interpretação vulnerável de Hyldon conquistam o ouvinte. A bateria crua e cheia de groove de Mamão em “Nhanderuvucu (The Creator of God)” evidencia por que ele foi um dos grandes pioneiros do samba-funk brasileiro. Além do trabalho excepcional de bateria, o multi-instrumentista Younge realiza o impensável ao tocar todos os demais instrumentos em JID023. A fusão experimental de metais, sintetizadores analógicos e instrumentação acústica em faixas como “Viajante de Planeta Azul” leva o ouvinte a uma jornada funky rumo ao planeta azul — um espaço fictício descrito liricamente por Hyldon com paixão e convicção.

Hyldon JID023 é uma adição inesperada, porém notável, ao cânone da música brasileira. A ressonância emocional de Hyldon, aliada à produção sofisticada de Younge e à bateria magistral de Mamão, faz deste um álbum de destaque dentro do vasto catálogo do Jazz Is Dead.